O ataque de exércitos Israelenses a um comboio turco no bloqueio da Faixa de Gaza mobilizou a imprensa e as autoridades políticas de todo o mundo. Eram três embarcações com 750 ativistas e outras três com 10 mil toneladas de carga que tentavam furar o bloqueio para levar ajuda humanitária. Nove pessoas morreram no ataque.
Em muitos países, jornalistas não seguem o princípio da imparcialidade adotada pela imprensa brasileira, tomando partido em causas políticas. Por isso, a condenação da mídia estrangeira a Israel colaborou para os protestos que tomaram conta do mundo e mostraram que assuntos políticos devem ser tratados com cuidado para que o que deveria ser um ato contra a violência não se torne mais violência em uma sociedade mal informada e levada pela ira manipulatória que pode existir em uma imprensa parcial.
Ao cobrir um acontecimento como esse, falar sobre a origem dos conflitos é crucial. Não basta jogar a informação e apontar os culpados. No Brasil, sites como Terra e o G1 fizeram bem essa parte do trabalho, contando com a linguagem simples que o mundo virtual exige toda a história dos conflitos na Faixa de Gaza, facilitando a compreensão do ocorrido e permitindo que as pessoas desenvolvam um senso crítico e analítico não só a respeito do ataque, como de todos os outros problemas do Oriente Médio.
A internet é a principal fonte de informação do mundo contemporâneo e por isso toda a imprensa virtual deve se atentar para a necessidade de dar ao internauta o maior número de fontes de informação possível. Essa cobertura complementar é que dá maior clareza aos fatos e constrói uma sociedade mais inteligente e crítica, capaz de agir de forma pacífica e diplomática.
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Protesto em São Paulo:
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