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terça-feira, 4 de maio de 2010

Caso Arruda na História da Política

O caso teve início com as investigações da denominada “Caixa de Pandora”, uma mega-operação da Polícia Federal com o objetivo de identificar casos de corrupção no Distrito Federal, amplamente divulgada pela imprensa no final de novembro de 2009.
O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada. E foi a própria tecnologia que ajudou os investigadores a confirmar os envolvidos no caso, através de vídeos feitos por câmeras escondidas.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada.
As investigações da Operação “Caixa de Pandora” apontam que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

O ex-governador do DF, José Roberto Arruda, deixa a prisão, em Brasília. Foto José Cruz/Abr


O governador eleito, em pleno exercício do mandato, é preso por corrupção e têm vários hábeas corpus negados, sendo acusado também de tentar subornar uma testemunha.
Nunca antes na história deste país um governador foi para a cadeia. Não na democracia. Não por corrupção. (Em 1964, depois do golpe militar, os governadores Miguel Arraes, de Pernambuco, e Seixas Dória, de Sergipe, foram presos, mas a alegação era subversão).
A segunda grande novidade, o que faz do caso um marco no combate à corrupção política, é mostrar que o processo judicial não precisa esperar o processo político se completar para se iniciar.
No dia 12 de abril o Superior Tribunal de Justiça revogou a prisão do ex-governador cassado do Distrito Federal, detido desde 11 de fevereiro na Polícia Federal em Brasília. A Corte Especial do STJ decidiu, por 8 votos a 5, revogar a prisão preventiva de Arruda, afirmando que o ex-governador não tem mais como interferir nas investigações.
Arruda deixou a Superintendência da Polícia Federal. Acompanhado da esposa, Flávia Arruda, ele seguiu em um carro para o Setor de Mansões Park Way, onde vive. Desde então, ele está isolado em casa e longe dos amigos do poder. A orientação para o isolamento vem da própria esposa. Ela quer que seu contato de volta com a realidade seja gradual.
De toda maneira, o caso Arruda já está escrito na história brasileira.

7 comentários:

  1. Normal o politico corrupto sair da cadeia... já é tradição ;)
    Tá lindo o Blog!!!

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  2. nesse mundo em que vivemos quem sair perdendo e só os pobres, noticia bem estrutura o blog ta show.

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  3. Esse deveria ser apenas o primeiro dos inúmeros casos que precisam da mesma atitude para talvez serem solucionados dentro da Politica Brasileira.
    Ótimo blog, parabéns!

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